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SER JOVEM É SER REVOLUCIONÁRIO - UJR convoca seu 6º Congresso Nacional

UJR Brasil
há 12 minutos
5 min de leitura
A UJR é a juventude revolucionária do Brasil. Foto: Arthur Rodrigues
A UJR é a juventude revolucionária do Brasil. Foto: Arthur Rodrigues

Ernesto Che Guevara, revolucionário cubano, afirmou que ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética. Essa ideia vem da compreensão de que devemos dedicar os melhores anos de nossas vidas à transformação radical da sociedade em que vivemos! Afinal, não há razão para os jovens apoiarem a conservação de uma sociedade em que prevalecem as injustiças sociais, a exploração e a violência.


O futuro que imaginamos


Através de muita propaganda, o sistema capitalista procura nos fazer não acreditar em qualquer possibilidade de mudança. Em diversos filmes e séries, por exemplo, é retratado o fim do mundo ou da sociedade como a conhecemos por conta das guerras e da destruição do meio-ambiente. Você que está lendo talvez conheça séries como “The 100”, “3%” e inúmeros filmes no mesmo sentido – a lista é longa e cresce se incluirmos os filmes que retratam as guerras. Por outro lado, praticamente não existem na indústria cinematográfica produções que imaginem a transformação da sociedade para garantir o bem estar de todos, o fim das guerras e a preservação ambiental. 


Isso não acontece por acaso. Essa é a imagem que a sociedade atual, capitalista, produz de si mesma. É o futuro que se imagina se as coisas permanecerem como estão. Entretanto, na história da humanidade há inúmeros exemplos de povos que resistiram à opressão, que venceram grandes batalhas e que até mesmo construíram novas sociedades, completamente diferentes – essas histórias, porém, não recebem a mesma atenção do mercado capitalista cinematográfico, pois ameaçam os interesses e lucros dos grandes capitalistas que controlam o que é produzido. Quantos filmes ou séries conhecemos sobre os quilombos brasileiros ou sobre a luta dos escravos no Haiti que libertou o país do domínio francês? E quantos sobre a Revolução Cubana e a Revolução Russa, que derrubaram governos ditatorias e botaram o poder nas mãos do povo pobre?


Quando se retrata o “sucesso” de uma pessoa pobre, das classes trabalhadoras, o que aparece nas telas costuma ser um exemplo de vitória individual – o personagem enriquece, alcança seus objetivos pessoais, mas não há mudança no conjunto da sociedade.


Qual o significado de nosso trabalho no capitalismo?


Todos os dias milhões de trabalhadores brasileiros saem cedo de suas casas. Ocupamos as cadeiras das empresas de telemarketing, limpamos as ruas, fazemos faxinas, operamos máquinas, construímos prédios e fazemos o atendimento nas lojas. Fazemos os trabalhos mais duros e ainda perdemos muito tempo nos ônibus lotados. Apesar disso, no fim do mês, o salário não é suficiente para viver. Na sociedade capitalista, os esforços não enriquecem quem trabalha, mas sim os donos dos meios de produção e circulação de mercadorias, que ficam com todo lucro e vivem no luxo.


Até mesmo as realizações que procuramos ao trabalhar são esmagadas. O trabalhador da construção civil constrói prédios luxuosos em áreas nobres em que nunca irá conseguir morar. O engenheiro é bem remunerado e considerado de sucesso se atua na construção desses prédios para os ricos, e não na resolução dos problemas das cidades e dos bairros pobres, como as habitações precárias e os alagamentos. Professores sonham em educar as novas gerações, mas encontram escolas caindo aos pedaços, sem laboratórios, quadras esportivas e merenda de qualidade. Advogados “de sucesso” raramente trabalham com causas que promovem a justiça. Ganham mais dinheiro aqueles que advogam em favor das empresas capitalistas, contra trabalhadores que reivindicam seus direitos, contra medidas de preservação ambiental, etc. A mesma lógica vale para a maioria das profissões.


Falsa rebeldia


Com a revolta do povo contra a situação atual, os defensores do capitalismo tentam se mascarar e confundir a população. 


O exemplo mais claro disso é o PL, partido de Bolsonaro, Nikolas Ferreira e outros. O PL é hoje o partido com o maior número de deputados federais. Também está a frente de diversos governos estaduais e municipais, além de ter um imenso número de deputados estaduais e vereadores. Na internet se dizem contrários ao sistema. Fazem vídeos feitos para viralizar, fingindo uma falsa indignação. Na hora da verdade, votam contra o povo pobre, contra os trabalhadores. São contra o fim da escala 6x1 e querem que a pauta seja votada somente após a eleição, para poderem votar contra sem serem responsabilizados pelo povo. São contra a aprovação da lei contra a misoginia, logo num país em que o feminicídio tem matado mulheres todos os dias! Além disso, sempre que podem votam contra aumentar os investimentos públicos em saúde e educação.


Outro partido criado para enganar os jovens é o “Missão Brasil”. Se dizem novidade, mas seu candidato à Presidência da República, Renan Santos, foi filmado fazendo apologia ao estupro de uma mulher. Num país marcado pela violência de gênero, o que há de inovador em reproduzir essa covardia? Em outra ocasião, Renan chamou o projeto de fim da escala 6x1 de “picaretagem” e defendeu que a medida é inviável economicamente.


Ou seja, os fascistas, embora se digam “novidade na política”, “contrários ao sistema”, na verdade defendem a manutenção das coisas como elas estão. Defendem a mesma pauta de partidos tradicionais como PSDB, PMDB, União Brasil e todos os outros do chamado “Centrão”. E são ainda piores do que estes partidos, já que os fascistas defendem o aumento do uso da violência contra os trabalhadores e a supressão de direitos políticos (como vimos na tentativa de Golpe de Estado em Janeiro de 2023).


No mesmo barco está o movimento “redpill”. Atrás de discursos de “fortalecimento mental e físico dos homens”, escondem visões que tratam as mulheres como inferiores, como objetos, o que reforça os casos de violência machista, tão comuns no Brasil hoje.


Nas comunidades, alguns jovens, sem oportunidades, também veem nas facções uma forma de ganhar dinheiro e de “exercer poder”. Mas a violência das guerras entre facções e entre facções e a polícia atinge somente o povo pobre e trabalhador.


Ser revolucionário é lutar pelo socialismo


Para desfazer essa confusão, a Coordenação Nacional da União da Juventude Rebelião (UJR), organização brasileira de jovens comunistas, definiu como chamado de seu Congresso o lema “Ser jovem é ser revolucionário! Ser revolucionário é lutar pelo socialismo!”.


Na política, o que define se uma posição é revolucionária (nova) ou reacionária (velha) são os interesses de cada classe. No capitalismo, são reacionárias as ideias e grupos que trabalham para manter no poder os grandes donos dos meios de produção. Além de manter o poder na mão dos bilionários, daqueles que se apoderaram das terras, das fábricas, das matérias-primas, os reacionários também trabalham pela manutenção do machismo, do racismo (como na violência policial) e de todo tipo de opressão sobre o povo.


A única posição verdadeiramente revolucionária diante deste sistema é a defesa dos interesses das classes trabalhadoras. Há muitos e muitos séculos, passando por diversos sistemas econômicos, o mundo tem convivido com a exploração das classes trabalhadoras pelas classes dos ricos, detentores dos meios de produção. Essa realidade, contudo, não é eterna: na União Soviética e em Cuba, por exemplo, os trabalhadores mostraram que é possível acabar com a exploração, transformar radicalmente uma sociedade, instaurar o socialismo e botar todas as forças e riquezas de um país a serviço de quem trabalha. Esses países erradicaram o analfabetismo, permitiram o voto feminino antes dos países capitalistas, garantiram educação e saúde públicas em níveis que não temos hoje no Brasil. Também se tornaram potências no esporte, pelo incentivo que os jovens atletas receberam.


É nesse sentido que a União da Juventude Rebelião (UJR) faz um chamado a sua militância e a todos jovens do Brasil: que possamos dedicar todas nossas forças, toda nossa energia, a acabar com a exploração e a opressão capitalistas! Que dediquemos os melhores anos das nossas vidas a dar fim a fome, dar fim à violência (nas cidades e nas guerras), dar fim à falta de moradia e salários dignos e tantas outras injustiças. Que possamos erguer a bandeira da Rebelião a cada vez que uma injustiça é cometida no mundo!  É hora de erguer as mangas e mergulhar de cabeça no trabalho político entre a juventude brasileira. 


Viva a UJR e o socialismo!


Viva as lutas dos trabalhadores de todo mundo!


 
 
 

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