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92 anos de imortalidade de Ernesto Che Guevara

Atualizado: há 4 dias

Guerrilheiro comunista da Revolução Cubana, Che Guevara é um importante símbolo da luta pela libertação dos povos e da luta anticolonial na América Latina. Muitas gerações de organizações comunistas se inspiraram na dedicação de Che, mas no último período, está tendo uma forte campanha midiática burguesa no apagamento e deturpação de sua memória. Por esse motivo, que se torna tão importante para os comunistas a tarefa de relembrar a história do verdadeiro Che Guevara, homem que nutriu durante toda sua vida um profundo sentimento de amor e compromisso pela revolução.



Che, herói do povo e liderança comunista


Em 14 de junho, há 92 anos atrás, nascia em Rosário na Argentina, Ernesto Guevara, mais conhecido como "Che". Filho de Ernesto Guevara Lynch e Celia de la Serna, desde de muito jovem, se mostrava muito sensível e empático aos mais pobres. Sua família tinha tendências de esquerda e por isso, Che foi apresentado a um amplo espectro de perspectivas políticas.


Seu pai declarou certa vez  que  a primeira coisa a notar em seu filho foi que em suas veias fluía o sangue dos rebeldes. Talvez esse fosse o motivo que inspirou Che a interromper o curso de Medicina na Universidade de Buenos Aires para viajar pela América Latina em seis semanas, que inspirou o filme brasileiro, Diário de Motocicleta. Che e seu amigo, Alberto Granada, percorreram o continente em cima de uma motocicleta, nessa viagem foram confrontados com a realidade do povo latino americano, que mesmo sofrendo e vivendo na miséria com diferenças, ajuda aqueles a quem mal conhecem e agem com solidariedade.


Concluído o seu curso em 1953 e imbuído de ideais revolucionários, parte para Guatemala para ajudar nas reformas sociais que estavam sendo feitas por Jacobo Arbenz. Contudo, no ano seguinte, o país sofre um golpe de Estado que o obriga a fugir para o México. Esse fato acabou se tornando um feliz acontecimento, pois foi no México que teve contato com os irmãos Fidel e Raul Castro, que estavam exilados por causa do golpe empreendido por Fulgêncio Batista com a ajuda dos norte-americanos. Assim, iniciou-se a grande aliança revolucionária que fez de Cuba uma experiência socialista, que zerou o índice de analfabetismo, conquistou sistemas invejáveis de educação e saúde e dignidade para sua população, antes humilhada pelas práticas e políticas autoritárias e violentas impostas pela ditadura de Batista.


Che integrou o Movimento Nacional Revolucionário, aprendendo técnicas de Guerrilhas que foram utilizadas quando em novembro de 1956, desembarcaram em Cuba e iniciaram os ataques ao exército de Fulgêncio Batista para libertar a ilha. Finalmente, em Janeiro de 1959, após vitórias decisivas, Guevara, Fidel e Raul Castro ocuparam Havana e começaram a empreender mudanças políticas no país.


Che Guevara, em 1962, decide deixar Cuba, mas antes escreveu uma carta de despedida a Fidel Castro declarando que estenderia a influência da Revolução Cubana: “outras nações estão pedindo a ajuda de meus modestos esforços… Sempre me identifiquei com a política externa de nossa Revolução e continuo fazendo isso”.  Sentia que seu destino exigia que ele continuasse a revolução e liderasse um movimento de guerrilha no continente africano, que sofria com as amarras do imperialismo. E foi lutando e seguindo seus ideais revolucionários que foi assassinado na Bolívia em Outubro de 1967.


O que deve ser um jovem comunista


Pelo motivo da sua verdadeira biografia, Che inspirou e continua inspirando muitas gerações da juventude comunista, que projeta em sua figura o sentimento de indignação pelas injustiças do mundo e sobretudo o seu verdadeiro sentimento de paixão pela revolução e pelo povo. 


Seu discurso pronunciado em 20 de Outubro de 1962, na Conferência da União de Jovens Comunistas, se tornou um guia para todo jovem revolucionário no mundo. Che nos fez compreender que o comunismo muito além de um projeto político, é uma escolha de vida que nos faz dedicar cada gota do nosso sangue e cada pingo do nosso suor a uma luta que não termina em nós mesmos. Hoje, mais do que nunca, é uma data para lembrarmos da honra que é ser um jovem comunista, de estar do mesmo lado da história que Che Guevara e do orgulho de eternizar na história sua vida e sua luta através da nossa. 


Um jovem comunista deve ser assim como Che apaixonado pela luta e pela esperança de um mundo melhor, movido pelo amor e pela revolta e um exemplo de humanidade. Por isso, a União da Juventude Rebelião tem muito orgulho de ter Ernesto Che Guevara como seu patrono, levando seu exemplo de luta para cada dia que vivemos. 


Ousar lutar, ousar vencer! 

Seremos todos como Che!

Viva os 92 anos de Che Guevara!

Durcilene Adrieli, Lorena Pires e Victoria Alvim

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