Nasceu em 17 de maio de 1947, em Fortaleza, Estado do Ceará. Desaparecido na Guerrilha do Araguaia. Era estudante de Química na Universidade Federal do Ceará, e vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes, em 1967. Foi preso no Congresso da UNE, em lbiúna, em 1968 e foi expulso da Faculdade com base no Decreto-lei 477.
Em 1968, no Ceará, foi gravemente ferido à bala na cabeça quando participava de manifestações estudantis. Refeito dos ferimentos e sob feroz perseguição, foi para o interior, onde continuou suas atividades políticas. Ferido em combate, em 8 de maio de 1972. Seu corpo foi levado para Xambioá, todo deformado, tendo sido dependurado em uma árvore, com a cabeça para baixo, a qual era chutada constantemente pelos caça aos comunistas.
“Não continua a sua luta, é uma covardia!”
O Relatório do Ministério da Marinha diz que em “junho de 1972, foi morto...” Seu desaparecimento foi denunciado em juízo, em 1972 e 1973 pelo preso político Dower Moraes. Dower diz que foi preso e torturado junto com Bergson e que ele foi morto a baioneta. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos receberam no dia 06 de julho de 2009 a confirmação através de um novo exame de DNA, com resultado positivo na identificação dos restos mortais do guerrilheiro BERGSON GURJÃO, desaparecido no Araguaia em 1972.
A ditadura militar instalada no Brasil em 1964 para impedir mudanças no sistema econômico, político e social que viessem a afetar o poder dos monopólios internacionais e nacionais associados, deixou como saldo (levantamento parcial, pois nem todos os documentos foram abertos ao público ou sequer aos pesquisadores): 50 mil pessoas presas nos primeiros meses após o golpe; 20 mil pessoas submetidas a torturas durante todo o período da ditadura: 426 mortos e “desaparecidos”, 10.034 cidadãos atingidos por inquéritos policiais-militares, dos quais 7.367 acusados formalmente; quatro condenados à pena de morte, depois comutada por banimento, 130 banidos, 4.862 mandatos cassados, grande número de exilados. Desde que começaram os “desaparecimentos” de militantes forçados a viver na clandestinidade, no início dos anos 70, grupos de familiares se juntaram para reivindicar a localização dos seus entes queridos, e a melhoria das condições prisionais daqueles que sobreviveram às torturas e tiveram sua prisão reconhecida oficialmente pelo regime. Com o enfraquecimento da ditadura, desde que o insustentável “milagre econômico” entrou em derrocada em meados da década de 70, a luta evoluiu para a reivindicação de anistia, a partir da criação do Movimento Feminino pela Anistia.
Por isso, nesses 30 anos de Anistia temos que avaliar que infelizmente, a impunidade, constitui uma abominável herança da ditadura e serve de estímulo para que torturas e assassinatos continuem sendo praticados diariamente contra presos comuns em nosso país, assim como a restrição do acesso aos documentos das Forças Armadas representa um atentado à democracia. Por isso, reverenciando as conquistas obtidas até o momento e homenageando aqueles que lutaram por elas, proclamamos que a luta continua pela punição dos torturadores e pelo Direito à Memória e à Verdade.
Assim fica ressaltada, a importância de retomar as buscas de todos os restos mortais dos lutadores mortos que morreram, naquele mesmo período, combatendo pela justiça, igualdade social e pelo socialismo. Como: Rubens Paiva, Honestino Guimarães, Heleny Guariba, Manoel Lisboa, David Capistrano da Costa, Ana Rosa Kucinsky Silva, Emanuel Bezerra, Isis Dias de Oliveira, Fernando Santa Cruz, José Montenegro de Lima, Emanoel Aleixo, Stuart Angel Jones, Maria Augusta, José Carlos da Mata. Viva todos os lutadores que deram o melhor de si, a sua vida, e que por isso não continua a sua luta é uma covardia!
União da Juventude Rebelião - UJR






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