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Article ID : 14
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Published Date: 29/09/2009 09:01:40
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Mais de 4,5 milhões de estudantes se inscreveram para fazer a prova do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), promovido pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep) e que servirá de teste de seleção para ingresso em várias universidades federais do país.

Com a novidade, a imprensa burguesa apressou-se em dizer que o novo Enem era o fim do  vestibular, mas a verdade é que o vestibular apenas mudou de nome, e a exclusão do ensino superior público continua e  ficou ainda mais evidente.


Mais de 4,5 milhões de estudantes se inscreveram para fazer a prova do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), promovido pelo Instituto Anísio Teixeira (Inep) e que servirá de teste de seleção para ingresso em várias universidades federais do país.

Com a novidade, a imprensa burguesa apressou-se em dizer que o novo Enem era o fim do  vestibular, mas a verdade é que o vestibular apenas mudou de nome, e a exclusão do ensino superior público continua e  ficou ainda mais evidente.

As universidades públicas brasileiras oferecem todos os anos 300.000 vagas. Isso significa que, pelo menos, 4,2 milhões de estudantes que farão a prova do Enem nos próximos dias 3 e 4 de outubro ficarão fora das universidades públicas, por falta de vagas.

O Brasil é um dos países da América Latina que mais excluem seus jovens do ensino superior. Apenas 13% da juventude brasileira frequenta a universidade e, desses jovens, a grande maioria apenas consegue acesso no ensino pago.

A luta contra essa exclusão cresceu nos últimos anos em todas as partes do país, o que o obrigou o Ministério da Educação a apresentar o novo Enem e fazer críticas públicas ao vestibular.  Reitores de universidades, professores e secretários de Educação têm dito que o vestibular precisa ser superado, mas não apresentam de maneira clara a necessidade de se investir 10% do PIB brasileiro em educação para garantir o livre acesso à universidade e o verdadeiro fim do vestibular.

Chegou a hora de levantar ainda mais alto a bandeira do livre acesso. Os milhões de estudantes que farão o Enem, comprovando condições de ingressar na universidade, e que terão sua vaga negada, terão agredido seu direito à educação previsto na Constituição Federal.

Não podemos ficar calados enquanto o governo federal entrega R$ 10 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Esse dinheiro representa mais de dois terços do orçamento federal para a educação e deve servir para colocar na universidade pública a juventude brasileira.

União da Juventude Rebelião (UJR)

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