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Tirem as mãos da nossa educação!

Não à reformulação do Ensino Médio de TEMER-Mendoncinha!

“Ser culto, para ser livre!”. Com essa afirmação o líder revolucionário latino-americano José Marti, deixou clara a necessidade do acesso ao conhecimento para a conquista da liberdade, seja enquanto indivíduo ou para toda a sociedade.

Não à toa o direito ao saber, a dominar as ciências naturais e humanas sempre foi algo negado ao povo brasileiro, que viu projetos e modelos educacionais retrógrados e conservadores durante praticamente todos os séculos desde a famigerada ocupação europeia e o genocídio contra os povos nativos de nosso território.

Inegavelmente, o crescimento do acesso à educação vivido nas últimas décadas foi acompanhado de um progressivo sucateamento das condições de ensino, através da precarização das relações trabalhistas e salariais de professores e técnico-administrativos, falta de condições estruturais nas escolas, bem como um processo de ensino-aprendizagem que não acompanha as mudanças tecnológicas e no acesso a informação que vivemos hoje, resultando numa escola distante de cumprir seu papel social e de formar cidadãos críticos e preparados para integrar-se ao processo produtivo na sociedade.

Nesse sentido, existe uma clara disputa de concepção e de modelo educacional, entre uma escola tradicional, ainda herdeira da época da ditadura militar, tecnicista, pautada na repetição de exercícios e esquemas, sem reflexão, e uma escola crítica e questionadora, que valoriza a interdisciplinaridade, a contextualização, antenada às transformações que o mundo vive, sem perder sua referência na formação do cidadão e de uma busca constante pelo entendimento do papel de cada indivíduo na sociedade.

Basta conhecer um pouco a educação básica para saber que esse primeiro modelo tem larga hegemonia de norte a sul do país, o que implica em estudantes desmotivados, com pouca apropriação de conteúdos e, quando muito, preparados apenas para responder uma prova do ENEM, para que a partir daí, os que ingressarem no ensino superior obtenham uma determinada formação profissional.

Governo golpista propõe grave ataque ao ensino médio

Nos últimos dias, o tema da reformulação do ensino médio tem ganho destaque na mídia, e em toda a pauta educacional brasileira, a partir da edição de uma Medida Provisória que institui a chamada “Política de Fomento a Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral”, alterando as Leis de Diretrizes e Bases da Educação.

Entre as grandes medidas propostas pela MP estão a retirada de disciplinas como Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física da Base Nacional Comum Curricular, e ainda a redução das demais disciplinas, com exceção de Português e Matemática, dos três anos do ensino médio.

Essa alteração curricular ocorreria de forma integrada com a ampliação da carga horária para 7h diárias, sem levar em conta sequer o impacto que essa mudança representará nas escolas que tem, via de regra, ensino médio ofertado durante os turnos de manhã e tarde. Institui ainda a ideia de “créditos” a exemplo das universidades, com o objetivo de “flexibilizar” os conteúdos e permitir aos estudantes optarem pelo que pretendem estudar.

São Paulo - Ato Contra a Reforma no Ensino Médio na Avenida Paulista, região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quer dizer, uma profunda mudança em toda estrutura da educação básica, que exigiria uma verdadeira revolução na infraestrutura das escolas, a devida valorização de todos os profissionais da educação, e claro, um profundo debate na sociedade para estabelecer quais os parâmetros desse novo currículo, sua relação com a “experiência prática de trabalho no setor produtivo”, de forma a preservar que as escolas tenham autonomia frente as empresas na sua decisão dos currículos, e como, verdadeiramente poderíamos transformar a educação brasileira.

Mas, a verdade é que não é esse o objetivo do governo. A edição de uma MP para tratar dessa reformulação no ensino médio não é por acaso, pois essa proposta não se sustentaria sobre nenhuma discussão séria sobre a educação básica no país. Para o corrupto ministro Mendoncinha, por exemplo, os professores são “privilegiados”, já os deputados e juízes que recebem auxilio paletó, moradia, trabalham apenas alguns dias por semana, não.

Esse modelo pretende ampliar uma educação tecnicista e conservadora nas escolas, impedindo debates interdisciplinares, limitando as possibilidades de discussão e reflexão, e vão na mesma lógica de ampliar a formação de mão-de-obra para as empresas, de forma cada vez mais restrita e com menos domínio sobre o conhecimento e a realidade que nos cerca.

Uma educação pobre, num grande atestado de incompetência por parte dos governos que, diante de uma análise que a escola vai mal, opta por reduzir seus conteúdos para que consiga-se aprender algo. Mas que algo será esse? O de meramente reproduzir tudo que já está ai colocado?

Para nós da União da Juventude Rebelião esse é um momento extremamente importante e grave para toda a juventude brasileira. Estamos diante de um dos maiores, se não o maior ataque já vivido pela educação, onde tentam legitimar uma educação castradora de nossos sonhos, uma educação restrita para os filhos dos pobres, cada vez mais distante do acesso ao conhecimento.

A reformulação do ensino médio de um governo golpista, não poderia ser diferente. Dizemos não a MP e reafirmamos o Fora TEMER e o Xô Mendonça! A juventude quer mais, quer poder ser livre e ter acesso as ciências, as artes, ao esporte e a cultura. Queremos uma educação transformadora para formar pessoas críticas, sujeitos ativos na construção de uma nova sociedade, com valores humanos e não mercadológicos.

Sejamos realistas! Exijamos o impossível!

Coordenação Nacional da UJR

Brasil, 29 de setembro de 2016

Fora TEMER!

No início da tarde de hoje, teve término a votação no Senado Federal do processo de cassação da presidente Dilma Roussef, eleita em outubro de 2014 com 54 milhões de votos mas que nesse momento passam a ser ignorados pelos ilustres senadores brasileiros.

Essa votação representa claramente um golpe, dando as condições da permanência do até então interino governo Temer, que tem demonstrado com suas nefastas medidas ataques diretos contra os interesses da juventude, dos trabalhadores e de todo o povo.

A reforma da previdência e a reforma trabalhista são prova viva de que esse ilegítimo governo não possui nenhum compromisso com uma mudança progressista, a favor do povo, ou mesmo com o rompimento com esquemas de corrupção que foram denunciados ao longo dos últimos anos, em especial com a Operação Lava Jato, bastando ver a composição de seu ministério de bandidos. Nada a esperar desse governo, e seguirmos na luta contra essas medidas.

Por sua vez, a socialdemocracia (PT/PCdoB) a frente do governo desde 2003, tentou por diversas formas maquiar a dura realidade social que vive o Brasil, onde reina a exploração dos ricos contra os pobres, e uma profunda e agudizada luta de classes, que coloca para a imensa maioria de nossa população uma vida de sofrimento, empregos terceirizados, baixos salários e péssimo atendimento nos serviços públicos mais essenciais.

Essa política de conciliação, ignorando o que representa a luta de classes, levou-os a preferir governar com os partidos e interesses dos ricos. Uma série de isenções fiscais, benefício aos latifundiários, fortalecimento do setor financeiro, ou seja um ampliaram o controle da economia por parte da burguesia, para em contrapartida disso criar programas sociais, como se isso fosse o suficiente para garantir a nossa independência e a dignidade do povo brasileiro.

Resultado: no momento de agravamento da crise econômica mundial do capitalismo, os trabalhadores e o povo antes beneficiados com essas medidas passaram a receber todo o ônus da crise. Por sua vez, os patrões, os ricos, aumentaram ainda mais a exploração dos trabalhadores e ampliaram as demissões, fazendo com que hoje tenhamos 12 milhões de desempregados.

É preciso mudar essa realidade!

Só com a unidade e a mobilização da juventude e dos trabalhadores poderemos mudar essa situação. O povo brasileiro, explorado, vivendo sob condições precárias, com baixos salários e incertezas, sem acesso à segurança ou a saúde de qualidade, a juventude que não vê perspectivas em seu futuro, que se depara com escolas sucateadas, as famílias brasileiras que vem cada dia mais distante seu sonho da moradia e de vida digna, vivendo ainda com problemas de saneamento básico ou coleta de lixo, precisam se unir para transformar essa realidade.

A UJR convoca a juventude brasileira a se somar nessa luta. A consolidação desse governo representa um ataque aos nossos interesses, portanto nenhum dia, nenhum dia, nenhum minuto de sossego a esses que querem acabar com o nosso futuro.

Fora TEMER! Será nas ruas que conquistaremos dias melhores para a juventude e para o povo brasileiro.

Brasil, 31 de agosto de 2016

Coordenação Nacional da UJR

Violência mata 29 crianças e adolescentes por dia no Brasil

O nível de violência no nosso país tem tornado-se assustador. O assassinato da juventude, em especial os jovens negros, parece acelerar de maneira desmedida. Antes isso fosse realmente uma sensação, uma mera aparência, senão dados reais de uma sociedade que está exterminando sua juventude.

Um estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), divulgado nesta quinta-feira (30/06), revelou que em apenas três décadas o número de mortes de crianças e adolescentes, entre zero e 19 anos de idade, cresceu 475% e segue em tendência de alta.

Para ficar mais claro, podemos comparar que acontecem diariamente mais de três vezes o número de mortos na chacina da Candelária (massacre ocorrido em 1993 que chocou o país). Isso quer dizer que o Brasil mata 29 crianças e adolescentes a cada 24 horas, ou seja, uma criança e adolescente é morta a cada 50 minutos, em média.

As mortes analisadas no estudo são por conta de homicídios, suicídios e mortalidade por acidentes de transportes. Dentre elas, a que mais extermina a nossa juventude têm sido os homicídios, o que coloca o Brasil na terceira posição em homicídios de crianças e adolescentes de 85 países analisados.

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 O que gera tantas mortes?

A raiz de tamanha desgraça tem nome, e chama-se capitalismo. Um sistema que tem como questão central a ideologia do individualismo, que nos bombardeia com a ideia de que precisamos crescer, estudar, trabalhar e olharmos apenas para nosso umbigo, e que ao menos tempo não nos oferece as condições mínimas para isso, transforma naturalmente a sociedade em uma tamanha barbárie.

Essa juventude que tem sido morta dentro do capitalismo é a mesma juventude que consequentemente é vítima das suas mazelas. A falta de uma escola pública de qualidade, o não acesso à cultura, ao lazer, a uma educação que a liberte, o desemprego, em suma, tudo aquilo que o sistema capitalista nega aos jovens nos ajuda a entendermos o mundo em que vivemos.

Por sua vez, essa matança tem público-alvo e cor da pele. Infelizmente, o estudo também nos releva que no geral esses jovens são os negros, pobres, moradores das favelas do nosso país. Proporcionalmente, morrem quase três vezes mais jovens negros do que brancos.

Não se pode esquecer que só em junho deste ano houve dois casos de grande repercussão. Duas crianças, Italo e Waldik, foram assassinadas em São Paulo em menos de duas semanas. Uma delas tinha 10 anos de idade e a outra apenas um ano mais velha. O que existia de comum entre elas? As duas eram negras, pobres e foram vítimas da violência policial.

Em novembro do ano passado, na cidade de Fortaleza/CE, capital de maior índice de homicídios contra crianças e adolescentes (651 mortos em 2013), ocorreu mais um caso que jamais podemos esquecer. A chacina de Messejana matou onze pessoas e nove eram garotos menores, moradores das favelas da cidade de Fortaleza. Outra questão importante é que a polícia ainda é a principal suspeita de organizar o crime. A policia, no geral, tem tido grande responsabilidade sobre esses crimes.

Transformar radicalmente a sociedade é a saída!

Longe de torna isso algo natural, do nosso cotidiano, é necessário perceber urgentemente que precisamos mudar estruturalmente a sociedade em que vivemos. Porém, para isso acontecer, diferente do que a ideologia dominante nos ensina, é preciso romper o egoísmo, o individualismo, e deixar de lado a luta pelo seu lugar ao sol. Precisamos entender que o sol nasce para todos, e, portanto, não é justo que muitas vidas se percam no meio do caminho, fruto da injustiça de um sistema que beneficia uma minoria de ricos do nosso país.

O sistema capitalismo demonstra cada vez mais sua total incapacidade de resolver os problemas do povo. As políticas que são colocadas para a juventude do nosso país são as de restrição da meia-cultura, o projeto de lei pela redução da maioridade-penal, e nenhuma delas avançam para a sua melhoria de vida. Ora, um sistema cujas riquezas e os meios de produção são gerenciados por alguns, não pode beneficiar a todos.

O socialismo é o único sistema de fato que mudará radicalmente toda essa estrutura. Diferente do capitalismo, o dinheiro do Estado, fruto do trabalho social, servirá para satisfazer as necessidades do coletivo da sociedade, a polícia, longe de servir apenas para proteger alguns, irá consequente salvaguardar todos e o socialismo precisa ser a perspectiva de um futuro melhor à essa juventude.

Nesse sentido, essa transformação precisa se dar o mais rapidamente possível, a ponto de não chegarmos num nível em que esse país precisará construir mais necrotérios para a nossa juventude do que mesmo prisões. O genocídio de crianças e adolescentes é inaceitável, culpabilizar estas vítimas é inaceitável, assim como as injustiças sócias que sofremos dia a dia é inaceitável!

É necessário mudar para que não tenhamos mais nenhuma Candelária, nenhuma Messejana, nenhum Jardim Ingá. É necessário perceber que como no diz o rap: “As pessoas não são más, mano, elas só estão perdidas. Ainda há tempo”.

Luanne Mota é militante da UJR

Supercomputador brasileiro será desligado por falta de recursos

A situação da Ciência e Tecnologia no país segue de mal a pior. Na última semana foi noticiado, através de reportagem da CBN, que o supercomputador “Santos Dumont” adquirido a um custo de R$ 60 milhões, foi desligado por falta de recursos para o pagamento da conta de luz.

Com a política de cortes nos ministérios, o valor do pagamento da conta de luz, aproximadamente R$ 500 mil ao mês, chegaria a consumir quase 80% do orçamento do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), e a direção do laboratório chegou a decisão do desligamento da máquina.

Para que serve um supercomputador?

Os supercomputadores estão concentrados basicamente nos EUA e China, e servem para pesquisas, simulações e projeções que exigem grande capacidade computacional. O Santos Dumont tem uma capacidade de processamento estimada em até um milhão de vezes a de um notebook comum, e sua chegada ao país serviu de estímulo a todos os pesquisadores do LNCC, em Petrópolis-RJ.

Desde sua chegada, o Santos Dumont vinha sendo utilizado para pesquisas na área da biologia, saúde e mesmo na exploração do pré-sal. Pesquisas desenvolvidas sobre o zika vírus, dengue e tratamento do Mal de Alzheimer, por exemplo, terão que esperar, e mesmo as consequências para o funcionamento da máquina com o seu desligamento, ainda não estão previstos.

Quer dizer, estudos que poderiam refletir diretamente na melhoria da vida da população passam a ficar suspensos, ou terão atraso considerável em seus resultados, em consequência da política de corte de recursos adotado nos últimos meses pelo governo federal.

Ciência e Tecnologia a serviço do povo!

Mais uma vez vemos o quanto o abandono da política de Ciência e Tecnologia representa atrasar as condições de vida da população e, ao limitar nossa capacidade de pesquisa e desenvolvimento, nos mantém refém das grandes potências que detém o conhecimento científico de forma privada.

Tem sido recorrente na política de cortes a partir do ajuste fiscal, a secundarização da pesquisa e da ciência. Num país como o Brasil, de grande diversidade e potencial, investir na Ciência e na Tecnologia é apostar num projeto diferente de nação, capaz de atender à crescente demanda de avanços técnico-científicos e sua devida aplicação em benefício do povo.

No entanto, os interesses das grandes empresas, em particular as estrangeiras, é de manter o país como exportador de commodities e importador de tecnologia, e nesse sentido as ações desenvolvidas nos últimos anos, e agravadas no golpista governo interino com a junção do Ministério de Ciência e Tecnologia com o Ministério das Comunicações (nas mão do Gilberto Kassab, PSD-SP), seguem na contramão desse projeto.

É preciso romper com essa dominação cultural e tecnológica que estamos submetidos, e para construir um país soberano e capaz de superar seus obstáculos, precisamos avançar com as pesquisas e investimentos em Ciência e Tecnologia, livres da pressão do capital e comprometido com os interesses do povo brasileiro.

Rafael Pires é membro da Coordenação Nacional da UJR

Fora Mendonça! Educação SIM! Corrupção NÃO!

Desde que o ilegítimo governo de Michel Temer (PMDB) assumiu, as medidas para favorecer os ricos, grandes banqueiros, e as denúncias de corrupção não param de crescer, demonstrando que desse novo-velho governo nada podemos esperar para resolver os graves problemas que o país vive.

O Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE), de acordo com denúncia da Procuradoria Geral da República, recebeu R$ 100 mil da UTC, empresa envolvida na Operação Lava-jato para financiar sua campanha a deputado federal no ano de 2014. Em sua defesa ele alega que o dinheiro foi depositado na conta do DEM e não diretamente na sua, mas dessa forma confirma o pagamento da propina.

Ao assumir o MEC, Mendonça deu início a uma tentativa de esvaziar as funções do Fórum Nacional de Educação, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), e ainda tem buscado intervir na autonomia das instituições, como no caso da divisão do Instituto Federal de Pernambuco visando a criação de um novo instituto com sede em sua cidade natal.

Demonstrando ainda sua incapacidade de diálogo e articulação com os educadores do país, restou a Mendonça receber já nos seus primeiros dias de ministério as valorosas contribuições do “educador” Alexandre Frota. Vergonhoso!

Um filme que se repete

Mas basta observar a trajetória de Mendonça que não encontraremos nenhuma novidade em suas ações. Enquanto foi vice-governador e governador de Pernambuco em nada melhorou a educação básica e impôs ao povo pernambucano escolas sucateadas, falta de professores e praticamente nenhum investimento ao longo de seus oito anos de governo, bem como negligenciou o financiamento e a manutenção da Universidade estadual, a UPE.

Quanto a corrupção, basta lembrarmos da sua ilustre presença na lista de recebedores de propinas na Operação Castelo de Areia, quando em 2008 também recebeu recursos de empreiteiras, dessa vez a Camargo Correia, para sua campanha à prefeitura do Recife.

Educação SIM! Corrupção NÃO!

Os estudantes e a juventude brasileira não aceitam essa situação. Enquanto nos faltam condições de acesso à uma educação de qualidade, escolas abandonadas pelos governos, falta de vagas nas universidades, vemos a ascensão de um Ministro que simboliza o que há de mais retrógrado na política nacional, com casos de corrupção, coronelismo e representando um partido que notadamente defende uma educação elitista e conservadora.

Queremos a valorização da educação brasileira, e isso só será possível com a construção de uma educação crítica e libertadora, com a destinação de mais verbas para a educação e garantia de bolsas para os estudantes. Neste sentido, nos somamos na luta contra o pagamento da dívida pública, para que o dinheiro do povo seja destinado em benefício do povo brasileiro.

A União da Juventude Rebelião convoca a juventude brasileira a ir às ruas, promovendo atos e ocupações em reitorias, no MEC e onde mais for preciso para exigir o FORA MENDONÇA, e reafirmar o projeto de uma educação pública, gratuita e de qualidade.

União da Juventude Rebelião

Os 10 dias que desmascararam Temer

Desde a votação no Senado Federal, que resultou no afastamento da presidenta Dilma Rousseff (PT) e o assumimento do ilegítimo governo Temer (PMDB), fica dia-a-dia mais evidente a falácia da construção de um “governo de salvação nacional”, de “notáveis”, ou mesmo do avanço no combate a corrupção.

As ruas tem sido um importante termômetro, e muitos foram os enfrentamentos que mostraram a disposição à luta da juventude e dos movimentos sociais, com destaque para o setor da cultura que promoveu uma série de ocupações em diversos estados para denunciar a grande novidade entre os ministérios, a extinção (já desfeita) do Ministério da Cultura, antro dos “esquerdopatas” e “vagabundos”, nas palavras de seus ilustres colaboradores Malafaia e Feliciano.

13131682_1056834574384138_2993923553358750164_oCom todo o apoio dos meios de comunicação, as primeiras medidas anunciadas já evidenciam o caráter e quem, de fato, eles pretendem que pague o pato nessa história. Todo apoio da FIESP e agronegócio ao impeachment não foi à toa, e a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários tomou as páginas e os noticiários para demonstrar as boas intenções do governo para o mercado. Essa é a ponte para o futuro do PMDB.

Na rodada de indicação do Ministério, mais do mesmo, com a indicação de 7 ministros envolvidos com a lava jato, outros 8 ex-ministros dos governos petistas, e para completar uma composição formada exclusivamente por homens brancos, o que muito fala sobre a construção e a visão que esse ilegítimo ministério possui.

Mas, sem dúvidas, a cereja do bolo restou para os áudios do fiel escudeiro e até então todo-poderoso Romero Jucá, que evidencia o acordo para cessar as investigações e livrar notórios corruptos das investigações da lava-jato com a ascensão de Temer. Afinal, quem não conhece o esquema do Aécio?

Quer dizer, o combate a corrupção ou as melhorias nos serviços públicos, nunca esteve na pauta desses que, durante anos estiveram lado-a-lado com o PT no governo federal, e buscaram num claro golpe no Congresso Nacional assumir a presidência para ampliar a exploração sobre os trabalhadores e o povo brasileiro.

O caminho das ruas dá a resposta: Fora TEMER!

Diante de tudo isso, o apoio ao golpista processo de impeachment tem diminuído no conjunto da população, já que a saída da Dilma não representa nenhuma melhoria para a população. Em poucas palavras, TEMER é pior do que Dilma!

A falsa visão de que o impeachment representaria “limpar” o Brasil, e retirar todos os corruptos cai por terra, e fica claro que tivemos na verdade uma eleição indireta e ilegítima no Congresso, tudo sob a conivência do STF e dos meios de comunicação.

Mas a juventude brasileira pode mais que tudo isso. Apenas aqueles que não conhecem a história de luta e resistência da juventude brasileira, podem achar que trata-se de uma disputa de ser contra esse ou aquele governo.

for_temerOs jovens que resistem aos ataques a educação e promovem manifestações e ocupações por todo o país, que se deparam cotidianamente com a repressão policial e o extermínio da juventude nas periferias, que se veem ocupando os piores e mais precários postos de trabalho, que sofrem com o aumento do desemprego, enfim, a juventude que sonha e luta por um país justo e igualitário, não se submete as disputas e manobras no Congresso como alternativa, nem mesmo de seu viciado modelo de democracia, onde passivamente votamos e aguardamos pelas mudanças que iluminados governantes possam vir a fazer.

Diante da crise do capitalismo que vivemos, da ampliação do desemprego e da concentração de renda, fruto da propriedade privada dos meios de produção, não há saída eleitoral possível para superar os problemas de nosso país.

Acreditamos e defendemos que cabe a juventude e ao povo brasileiro construir o Brasil que queremos, estabelecendo um verdadeiro poder popular, onde possamos nós mesmos, e não as grandes empresas, bancos e seus representantes, definir o nosso futuro.

Fora TEMER! Pelo PODER POPULAR!

Coordenação Nacional da UJR

Futebol brasileiro segue de mal a pior

Os últimos resultados futebolísticos da seleção brasileira não empolgam ninguém. Longe de ter acontecido o “apagão” contra a Alemanha, tese defendida pelo então técnico Felipão para justificar o fatídico 7×1 na Copa das Copas, continuamos amargando resultados vexatórios: Copa América, eliminatórias, e achando pouco Dunga resolveu que irá treitar a seleção olímpica, quase que para garantir a sua demissão e o rol das vergonhas futebolísticas.

Mas não é só nos campos que nosso futebol tem deixado a torcida frustrada. Em Brasília as ações para o andamento de uma CPI são barradas cotidianamente, deixando cada vez mais claro que as investigações vindas dali, quando ocorrem, são extremamente seletivas.

Com uma série de dirigentes com pedido de prisão solicitado em outros países, e novas denúncias como a destinação de R$ 600 mil dos cofres da entidade para bancar a campanha eleitoral de um de seus vice-presidentes, a CBF está hoje sob o comando do Coronel Nunes, que assumiu com mais uma manobra do licenciado Marco Polo. Ao que parece ainda estamos longe de qualquer democratização no órgão máximo do futebol brasileiro.

Nas ruas, o sentimento de paixão pelo esporte é trocado por agressões e a crescente violência. Apenas em 2016 já foram 5 mortos em confrontos entre torcidas, a última no jogo entre Corinthians e Palmeiras, numa situação que parece não ter fim.

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Aproveitando da situação, e valendo-se do sentimento de comoção com mais uma vítima dessa selvageria, o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Morais, determinou jogos de torcida única até o final de ano nos clássicos (jogos envolvendo Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), identificação da compra de ingressos, e proibição de adereços, faixas e bandeiras de quaisquer torcidas organizadas.

Vale lembrar que desde o início do ano, tem causado constrangimento as autoridades paulistas e a toda poderosa Rede Globo, as faixas e denúncias levadas a campo, em especial pela torcida Gaviões da Fiel, questionando o roubo da merenda das escolas e as imposições da rede que detém os direitos de transmissão dos jogos no futebol brasileiro.

pmQuer dizer, o que está em jogo não é a segurança das pessoas, mas uma clara tentativa de impedir novas manifestações, até porque os confrontos em mais de 80% dos casos ocorrem nos arredores dos estádios, situação que em nada será atingida por essas medidas.

É preciso combater a violência entre os torcedores, sem dúvidas, mas o governo de São Paulo, grande promotor de violência contra a população, basta lembrar das chacinas realizadas em 2015 nos bairros de periferia e os seus autos de impunidade, não está de bobo nessa história.

O futebol brasileiro agoniza, e é preciso unir os torcedores e amantes do esporte para uma mudança drástica nesse cenário. Em campo ou fora dele, nada a comemorar.

Nivaldo Tássio

Não à criminalização dos movimentos sociais! Todo apoio a Guilherme Boulos!

A União da Juventude Rebelião (UJR) vem a público repudiar veementemente a mais nova tentativa de criminalização dos movimentos sociais através da representação impetrada pelos anti-povo DEM e PSDB, maiores representantes e herdeiros da ditadura e das privatizações, contra o companheiro Guilherme Boulos, do MTST.

Trata-se de uma tentativa de impedir a mobilização popular e frente as crescentes manifestações ocorridas no último período, as elites esperavam que o povo ficasse na janela acompanhando o golpe pela TV, sem participar ou opinar nessa conjuntura.

boulosJunto com o MTST, o companheiro Boulos, e diversas organizações do movimento popular, a UJR constrói a Frente Povo Sem Medo, e nas ruas desse país temos unido forças na luta contra o ajuste fiscal e o retrocesso, simbolizado com a tentativa de impeachment que tramita no Congresso Nacional, presidido pelo corrupto Eduardo Cunha.

Ao tentar caracterizá-lo como promotor de “incitação ao crime”, a representação do Dep. José Carlos Aleluia (DEM-BA) cita a convocação de greves, ocupações e mobilizações. Quer dizer, a luta dos trabalhadores e da juventude é, de fato, o grande alvo dessa representação.

A UJR se solidariza com Boulos e denuncia a tentativa de criminalização do movimento social, no mesmo período que iniciativas como a lei antiterrorismo tem sido implementadas, tornando ainda mais clara a tentativa de impedir a luta do povo e manter as injustiças sociais e os privilégios que os ricos possuem no país.

Não à criminalização dos movimentos sociais!

Apoio e solidariedade a Guilherme Boulos e a luta do MTST!

Coordenação Nacional da UJR

A violência contra a mulher, NÃO É O MUNDO QUE A GENTE QUER!

Entre os dias 25 a 27 de março se reuniram na UFF em Niterói – RJ, mais de 2 mil mulheres para o 7º Encontro de Mulheres Estudantes – EME da União Nacional dos Estudantes – UNE. Com o tema “A cultura feminista transformando o Brasil” mulheres de coletivos, opiniões e organizações diversas discutiram a conjuntura política do país, a violência, educação sexista, cultura, cyberfeminismo, aborto, políticas públicas para as mulheres, direito a cidade, feminismo antirracista, assistência estudantil, saúde, protagonismo feminino no movimento estudantil, LBT`s, entre outros…

O principal debate que permeou todos os outros foi a conjuntura política, na qual se tem observado muitos ataques aos direitos das mulheres e atrasado o avanço de suas bandeiras. A denúncia do golpe e a luta contra o retrocesso deram o tom do evento, considerando que esta é também uma luta das mulheres.

Exemplos como a aprovação do estatuto da família, do estatuto do nascituro, o PL5069 e a aprovação da reforma da previdência, provam o quanto as mulheres devem estar inseridas nos debates políticos do país. No geral, a avaliação da conjuntura foi que não se pode permitir o golpe da direita e do fascismo, bem como não se pode aceitar o corte de direitos e a diminuição dos investimentos nas áreas sociais como saúde, educação, moradia, etc. A saída deve ser pela esquerda!

A mesa sobre a violência contra as mulheres foi um espaço de intensa luta política contra o machismo, assédio e violência física e sexual dentro das universidades e dos movimentos sociais. Como a violência é uma das principais agressões sofridas pelas mulheres nesse sistema, tanto que cerca de 67% das universitárias reconhecem já terem sofrido algum tipo de violência dentro das universidades segundo a pesquisa do Instituto Avon 2015, esse foi um debate bastante procurado. Deste debate saiu uma moção de repúdio a violência nos espaços do movimento estudantil.

As estudantes e mulheres presentes no evento participaram ativamente dos debates, dos espaços culturais com conteúdos também feministas e com muita agitação puxaram palavras de ordem com as baterias de mulheres pelo fora Cunha, contra a violência e por mais direitos.

À convite da União da Juventude Rebelião- UJR/ Rebele-se e do Movimento de Mulheres Olga Benário mais de 120 meninas de coletivos e movimentos de várias universidades marcaram presença com a participação nas mesas, nos grupos de debates, nas intervenções, panfletagens, palavras de ordem e exemplos de que o feminismo deve ser prático e com caráter de classe.

Ao final do evento foi lida a “Carta de Niterói” que resume o que foi evento e suas decisões e foram lidos os documentos consensuados pelas estudantes. Entre as moções foram aprovadas uma em memória a estudante de biologia da UnB, Loise Ribeiro, de 20 anos, assassinada na semana do 8 de março; moção contra lei antiterrorismo; Carta a presidenta Dilma pela legalização do aborto, pela garantia dos nossos direitos sexuais e reprodutivos; Moção de apoio pela educação pública nas escolas; em memória a um ano do massacre dos professores no Paraná; Moção pelo Fora Cunha e Moção contra a violência das mulheres.

12891014_1032776966789899_3433240703684975460_oApós a plenária final as estudantes saíram em manifestação pelas ruas de São Domingos, bairro onde fica localizada a UFF, fazendo intervenções pela vida das mulheres, contra a violência, contra o golpe e contra a ditadura militar e qualquer retrocesso da democracia. Nesse momento foi realizado um importante ato em memória de Telma Regina, estudante de Geografia da UFF assassinada pela ditadura.

O encontro se caracteriza por um espaço de grande discussão feminista sobre vários aspectos, que abrange uma diversidade de defesas do feminismo e um espírito de solidariedade entre as mulheres. É também um espaço de formação e construção política das mulheres e de disputa de consciência. Várias estudantes demonstraram uma grande vontade de se aprofundar nesse debate e se engajar nos movimentos e nas organizações feministas. É um lugar de protagonismo das mulheres que mostra o quanto elas podem e devem ocupar os espaços públicos e de liderança e romper com a lógica patriarcal e machista da sociedade.

A revolução será feminista ou não será!

É pela vida das mulheres!!

Samara Martins – Militante da UJR e Diretora de Mulheres da UNE

31 de março: todos às ruas para barrar o retrocesso!

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A juventude e o povo brasileiro tem acompanhado com inquietação os últimos acontecimentos da disputa política nacional. Diariamente, FIESP, meios de comunicação, judiciário e os tradicionais partidos dos ricos, vociferam a sua hipócrita defesa da “moralidade” e contra a corrupção.

Os protestos de rua tem mostrado uma crescente polarização, e esse cenário exige da juventude brasileira uma postura de radicalidade no combate ao avanço da extrema-direita, e não será longe da luta que conseguiremos esse objetivo.

Sem dúvidas, um futuro governo Temer em nada melhoraria a vida da juventude brasileira. Os cortes nos orçamentos públicos, a entrega do patrimônio nacional e privatizações, submissão ao capital e mais repressão seriam a agenda a ser construída entre o PMDB e PSDB num futuro governo pós-impeachment, orquestrado a partir do corrupto Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Para a juventude brasileira que tem ocupado às ruas e tido protagonismo em diversas lutas em todo o país, a lógica do “quanto pior melhor” não nos serve, e mesmo as medidas adotadas pelo atual governo, longe de serem combatidas seriam acentuadas com a volta da velha direita ao centro do poder político do país.

Portanto nesse próximo dia 31 de março os atos que acontecerão em todo o país, e em especial em Brasília, precisam assumir a marca da luta contra o retrocesso, denunciando de forma enfática os objetivos da direita e combatendo as medidas de ajuste fiscal adotadas pelo atual governo, como forma de impedir novos ataques aos direitos da juventude e da classe trabalhadora.

A União da Juventude Rebelião convoca a juventude brasileira a tomar às ruas no dia 31 para barrar o avanço da direita e exigir o fim do ajuste fiscal, o Fora Cunha, a revogação da Lei Antiterrorismo, e uma verdadeira mudança nesse país através do poder popular, da suspensão do pagamento da dívida pública, reforma agrária, estatização das empresas envolvidas na corrupção, prisão de todos os envolvidos, controle popular sobre a economia e ampla liberdade política e organizativa.

Todos às ruas contra o impeachment e o ajuste fiscal!

Coordenação Nacional da UJR

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