«

»

Os 10 dias que desmascararam Temer

Desde a votação no Senado Federal, que resultou no afastamento da presidenta Dilma Rousseff (PT) e o assumimento do ilegítimo governo Temer (PMDB), fica dia-a-dia mais evidente a falácia da construção de um “governo de salvação nacional”, de “notáveis”, ou mesmo do avanço no combate a corrupção.

As ruas tem sido um importante termômetro, e muitos foram os enfrentamentos que mostraram a disposição à luta da juventude e dos movimentos sociais, com destaque para o setor da cultura que promoveu uma série de ocupações em diversos estados para denunciar a grande novidade entre os ministérios, a extinção (já desfeita) do Ministério da Cultura, antro dos “esquerdopatas” e “vagabundos”, nas palavras de seus ilustres colaboradores Malafaia e Feliciano.

13131682_1056834574384138_2993923553358750164_oCom todo o apoio dos meios de comunicação, as primeiras medidas anunciadas já evidenciam o caráter e quem, de fato, eles pretendem que pague o pato nessa história. Todo apoio da FIESP e agronegócio ao impeachment não foi à toa, e a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários tomou as páginas e os noticiários para demonstrar as boas intenções do governo para o mercado. Essa é a ponte para o futuro do PMDB.

Na rodada de indicação do Ministério, mais do mesmo, com a indicação de 7 ministros envolvidos com a lava jato, outros 8 ex-ministros dos governos petistas, e para completar uma composição formada exclusivamente por homens brancos, o que muito fala sobre a construção e a visão que esse ilegítimo ministério possui.

Mas, sem dúvidas, a cereja do bolo restou para os áudios do fiel escudeiro e até então todo-poderoso Romero Jucá, que evidencia o acordo para cessar as investigações e livrar notórios corruptos das investigações da lava-jato com a ascensão de Temer. Afinal, quem não conhece o esquema do Aécio?

Quer dizer, o combate a corrupção ou as melhorias nos serviços públicos, nunca esteve na pauta desses que, durante anos estiveram lado-a-lado com o PT no governo federal, e buscaram num claro golpe no Congresso Nacional assumir a presidência para ampliar a exploração sobre os trabalhadores e o povo brasileiro.

O caminho das ruas dá a resposta: Fora TEMER!

Diante de tudo isso, o apoio ao golpista processo de impeachment tem diminuído no conjunto da população, já que a saída da Dilma não representa nenhuma melhoria para a população. Em poucas palavras, TEMER é pior do que Dilma!

A falsa visão de que o impeachment representaria “limpar” o Brasil, e retirar todos os corruptos cai por terra, e fica claro que tivemos na verdade uma eleição indireta e ilegítima no Congresso, tudo sob a conivência do STF e dos meios de comunicação.

Mas a juventude brasileira pode mais que tudo isso. Apenas aqueles que não conhecem a história de luta e resistência da juventude brasileira, podem achar que trata-se de uma disputa de ser contra esse ou aquele governo.

for_temerOs jovens que resistem aos ataques a educação e promovem manifestações e ocupações por todo o país, que se deparam cotidianamente com a repressão policial e o extermínio da juventude nas periferias, que se veem ocupando os piores e mais precários postos de trabalho, que sofrem com o aumento do desemprego, enfim, a juventude que sonha e luta por um país justo e igualitário, não se submete as disputas e manobras no Congresso como alternativa, nem mesmo de seu viciado modelo de democracia, onde passivamente votamos e aguardamos pelas mudanças que iluminados governantes possam vir a fazer.

Diante da crise do capitalismo que vivemos, da ampliação do desemprego e da concentração de renda, fruto da propriedade privada dos meios de produção, não há saída eleitoral possível para superar os problemas de nosso país.

Acreditamos e defendemos que cabe a juventude e ao povo brasileiro construir o Brasil que queremos, estabelecendo um verdadeiro poder popular, onde possamos nós mesmos, e não as grandes empresas, bancos e seus representantes, definir o nosso futuro.

Fora TEMER! Pelo PODER POPULAR!

Coordenação Nacional da UJR