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Há 48 anos a morte de Edson Luís parava o país contra a ditadura

No dia 28 de março de 1968, o estudante secundarista paraense Edson Luís, com apenas 17 anos, era assassinado pelo regime militar durante uma manifestação no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro. Edson era um dos 300 estudantes que manifestavam contra o alto preço e má qualidade da comida servida no restaurante, quando o local foi invadido por policiais, em meio à tensão do quarto ano da Ditadura Militar no Brasil.

Manifestações eram quotidianas no Calabouço, já que além das péssimas condições de alimentação, havia chance de fechamento do restaurante. Era corriqueira também a presença da Polícia Militar, que outras vezes já havia reprimido os estudantes no local, e no dia 28 de março chegou ao restaurante com muita repressão. Na invasão, cinco jovens ficaram feridos e dois foram mortos. Um foi Benedito Frazão Dutra, que morreu no hospital, o outro foi Edson Luis, que levou um tiro criminoso no peito, à queima-roupa.

1_10Edson Luís tombava, mas se tornava símbolo para milhões de jovens na luta contra a ditadura.  Seu corpo foi levado pelos estudantes até a Assembleia Legislativa e velado com a presença de mais de 50 mil pessoas, transformando o velório em um ato político contra a ditadura militar. Além disso, outras atividades foram realizadas: greve nacional dos estudantes, luto por três dias no Rio de Janeiro e paralisação de peças teatrais.

A morte de Edson Luís marcava um novo período na ditadura militar, a de grandes mobilizações nas cidades contra o regime de repressão. Como exemplo, resgatamos a grande manifestação pública daquele ano, que culminariam três meses depois na Marcha dos 100 mil. O evento foi um dos principais protestos contra a Ditadura Militar.

O sangue e vida de Edson Luís e centenas de outros jovens que tombaram na ditadura militar, são adubo para nossas lutas quotidianas!

Edson Luís?!

Presente, presente, presente!

Raphael Almeida é estudante de História da UFRJ e militante da UJR