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Violência contra mulher é dura realidade no Brasil

Nessa sexta-feira a Secretaria de Políticas para Mulheres, órgão vinculado a Presidência da República, divulga relatório tratando dos índices de violência contra a mulher recebidos a partir do número 180, num total de 53 mil denúncias de agressão durante o ano de 2014.

Esse número representa apenas uma parcela da real violência vivida pela mulher, pois a normalização do comportamento agressivo contra as mulheres é algo bastante aceito socialmente, ocorrendo situações em que a mulher sequer se dá contra da agressão, em especial nos casos de assédio moral.

Seja no local de trabalho, nas ruas ou mesmo no ambiente familiar, o comportamento violento persegue milhões de mulheres cotidianamente, com xingamentos, imposições e determinações que ferem a possiblidade de uma vida livre e igualitária.

nao_se_caleDe acordo com o relatório, em 52% dos casos de agressão relatados, as mulheres declararam ter sido vítimas de violência física, com socos, pontapés, e até mesmo queimaduras, mostrando o quanto a cultura da dominação e violência por parte dos homens com as mulheres não está vencida na sociedade, mesmo que as mulheres tenham obtido uma série de conquistas e direitos nas últimas décadas.

A estrutura atualmente disponibilizada pelo Estado é extremamente insuficiente, e milhares de municípios continuam sem sequer possuírem as Delegacias das Mulheres, redes de apoio às mulheres vítimas de violência, e sequer políticas públicas que busquem oportunizar direitos iguais aos dos homens.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, combater a violência contra a mulher é uma tarefa de toda a sociedade, pois não podemos conquistar a devida igualdade entre homens e mulheres compactuando com a agressão a que milhões de mulheres estão submetidas. É preciso tornar essa uma luta de todos, homens e mulheres unidos contra a violência, o machismo e a opressão.

Coordenação Nacional da UJR