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Tem início o 53° Congresso da UNE

conuneCercado de muita expectativa por todos os estudantes universitários do país, o 53° Congresso da União Nacional dos Estudantes teve início na noite de ontem, na cidade de Goiânia-GO, devendo reunir entre 8 e 10 mil estudantes de todo o país.

Num momento extremamente importante, a UNE, no alto dos seus 75 anos, realizará um Congresso que promete ficar marcado na história da entidade, pelo peso político da entidade e pelos desafios que a conjuntura política exigem da juventude brasileira.

Internacionalmente tem crescido o desemprego no mundo, e a juventude é quem mais tem sofrido por na pele suas consequências. Ao mesmo tempo, o imperialismo tem apontado como alternativa para a crise as guerras, e assim promove uma ofensiva contra a Coréia do Norte e Irã, apoia abertamente a resistência ao governo Sírio, não reconhece o resultado das urnas na Venezuela e tenta criar uma nova onda de terror no mundo.

Em nosso país o governo aplica uma política entreguista, reeditando as privatizações, e a faz com os portos e aeroportos, e para piorar a criminosa entrega do petróleo brasileiro, como vimos na recente 11° rodada do leilão do petróleo, onde foram entregues reservas estimadas em 37 bilhões de barris de petróleo, mais que o dobro das reservas atualmente exploradas.

É nesse cenário que o Congresso da UNE acontece. A defesa da soberania nacional e o combate ao entreguismo que está em curso são bandeiras que não podem ser esquecidas ou secundarizadas nesse momento, até porque são causa central dos desafios que a UNE atravessará na defesa de uma educação pública de qualidade para os estudantes.

Por uma universidade popular!

A universidade brasileira vive dois caminhos antagônicos, face da mesma política educacional: de um lado a monopolização da educação paga, que alcança a imensa maioria dos estudantes; do outro, a pública. que por conta de seus problemas de financiamento e estrutra (a exemplo do REUNI) viveu no ano passado a maior greve de sua história, e continua com diversas limitações em seu devido funcionamento.

Para completar a lógica mercantilista na educação, a criação da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) representa a privatização da saúde oferecida pelos Hospitais Universitários tirando das IFES o seu controle e administração.

Nesse Congresso, a UNE tem uma grande oportunidade de resgatar sua história de luta e programa por uma universidade popular, lutando efetivamente pela ampliação de vagas para garantir o livre acesso à universidade, por democracia, estatização do ensino pago e por uma universidade que efetivamente tenha como foco de sua pesquisa, produção científca a sociedade e não o interesse das empresas e do capital.

Para transformar essa universidade é preciso mudar radicalmente o financiamento da educação, e assim, a defesa dos 10% do PIB precisa ganhar às ruas apontando que precisamos romper com o famigerado pagamento da dívida pública, que consome cerca de 42% do orçamento do país, e limita os investimentos nas áreas socias. A UNE precisa ter lado nessa disputa: ou esse dinheiro vai para os banqueiros e especuladores, ou vai para a saúde, educação e moradia digna para o povo.

Unir os estudantes para mudar a UNE

yuriA União da Juventude Rebelião convida todos os estudantes e movimentos presentes no 53° Congresso da UNE a fazer uma profunda unidade para romper com o entreguismo da polítca do governo, construir uma nova gestão verdadeiramente democrática e presente na luta dos estudantes, ocupando de norte a sul desse país para conquistar uma educação de qualidade e resgatando a história de luta e a tradição da juventude brasileira através de sua entidade máxima a União Nacional dos Estudantes.

A UNE somos nós! Por uma UNE rebelde e combativa!

Coordenação Nacional da UJR